segunda-feira, 26 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] FINAL FIGHT (SNES)

Fred Mercury bombadão vs um punk. Era só olhar que você sabia que queria jogar esse jogo.


A primeira matéria de verdade sobre um jogo do maior videogame de uma geração, minha gente e já começamos com um clássico! Bem, tecnicamente é a segunda pq a primeira seria "Area 88", mas eu não tenho interesse em shmups então começamos com um clássico! A "luta final", o Super Nintendo Enterteinement System já começava sua vida com um clássico dos arcades que simplesmente definiu um genero!

... mais ou menos, né?


Embora eu usualmente não fale de história em jogos antigos, esse aqui tem uma que merece ser contada. O novo prefeito de Metro City, Miky Haggar, começou uma campanha que estava limpando as ruas do crime. Claro que os criminosos não ficaram satisfeitos com isso, e como retaliação sequestraram a filha do prefeito para ele parar com isso.

O que na teoria poderia até funcionar, não fosse o fato de eles não levarem em conta que o prefeito era ESSE cara:


O namorado dela era um ex-condenado, ESSE cara:


E o melhor amigo do namorado ela é treinado em ninjutsu de verdade, ESSE cara:


De repente esse plano não pareceu mais tão bom, né?

Então nossa gangue de três camaradas - incluindo o prefeito da cidade - sai pelas ruas limpando o crime COM AS PRÓPRIAS MÃOS. Uau, isso que é motivação! Agora estamos falando de background que funciona, baby!

Fase de bonus mais tocante ever
O jogo do arcade é conhecido como um dos moldes que criou o genero beat'm up. Personagens grandes, muitos inimigos na tela, bater nas coisas é divertido e um dos personagens tem golpes de wrestling. O que há para não amar nesse jogo? Inclusive, quando o jogo apela para comer suas fichas - prática comum na época - o jogo enche  tela de personagens e como seus bonecos são grandes suas porradas pegam em muita gente, o que é muito gostoso.

Enfim, Final Fight é um clássico e merece esse status.

Já no Super Nintendo... então...

Para começar, é um dos primeiros jogos a serem lançados no console. Isso significa que a Capcom não sabia exatamente como programar de forma otimizada e por isso teve que cortar muita coisa do jogo. Tipo muita coisa.

Como uma fase inteira do arcade (a fase que tem fogo saindo do chão, você deve lembrar), mas o pior de tudo foi mesmo cortarem a coisa MAIS DIVERTIDA do arcade: o modo coop. Sim, no Super Nintendo só dá para jogar de um e isso é de uma broxura infinita.

A versão do SNES é tão escura que parece que foi dirigida
pelo Zack Snyder
Visualmente também o jogo para o console da Nintendo perde, os personagens parecem menores e sua paleta de cores é muito "lavada" - logo um videogame que tem nas cores sua grande vantagem sobre o Mega Drive.

Continuando a lista de cortes, temos dois muito importantes: Guy - o amigo ninja do grupo - não está no jogo (limitações de espaço, disse a Capcom) e Poison, nossa trans que inspirou muitas noites solitárias (por censura da Nintendo a um travesti, dizem as lendas). Eu até consigo viver sem o Guy - em um jogo single player todo mundo só vai jogar com o Hagar mesmo - mas a Poison fez muita falta para alegrar nossa adolêscencia, se é que me entendem...


Final Fight é um dos jogos mais importantes de todos os tempos, porque foi o que consagrou o genero daquele ponto em diante. E embora ter uma versão doméstica no lançamento do Super Nintendo seja um grande atraente, não ao custo de tirar o modo cooperativo (ou a Poison). Não é um Infelizmente.

Não é um jogo ruim por todos os méritos, mas ao lembrar do que poderia ter sido o gosto que fica na boca é muito amargo.






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