sábado, 29 de abril de 2017

[AÇÃO GAMES 006] Ys: The Vanished Omens (Master System)



Ao lado de Final Fantasy e Dragon Quest, Ys é uma das franquias de RPG que nasceu nos anos 80 e dura até hoje (o último jogo da série foi Ys 8, que foi lançado em 2016). Entretanto a série com uma pronuncia horrível é notoriamente a menos popular das três, porque será isso?

A tela título do jogo é uma novinha pelada. Eles não
perdem tempo mesmo para prender sua atenção...
Ys é um action-RPG com foco nas duas coisas: o action e o RPG. Ok, cool, mas pergunta: como você gerencia menus (para as partes de RPG) e faz a parte de ação usando apenas dois botões? A Nihon Falcom teve uma ideia ousada para resolver esse problema: eliminar o botão de ataque.

Isso significa que nosso protagonista Adol está sempre atacando, basta você esbarrar nos inimigos. Parece uma mudança cosmética, mas muda inteiramente sua maneira de se aproximar dos inimigos. O jogo basicamente é uma disputa de justa, porque você tem que esbarrar nos inimigos do lado que está sua espada ou seu escudo, conforme ilustra essa imagem:


Isso torna o jogo surpreendente dinamico e divertido, "esbarrar" nos inimigos é muito gostoso - não só livrando a pecha de "clone de Zelda" como criando uma identidade própria para o jogo.

Bastava apenas não cagar todo o resto e estava tudo certo... o que obviamente não aconteceu, é claro.

Para começar o jogo tem um sistema de níveis - até aí tudo bem - que progride FILHADAPUTAMENTE devagar. Mas põe devagar nessa porra! Para ter uma ideia de como não é zoeira, para ir do nível 1 para o 2 você precisa de 200 EXP... sendo que você ganha 1 OU 2 DE EXPERIENCIA POR INIMIGO! Sim, você tem que grindar cem filhos da puta para conseguir subir de nível! E a primeira dungeon do jogo exige que você seja nível 5 senão os monstros comem sua bunda com cenourinha!


O jogo não é particularmente punitivo per se, Adol recupera vida se ficar parado e você pode salvar em qualquer lugar (uma coisa comum hoje, mas inédito na época). Não fosse a filhadaputagem da experiencia, seria um jogo divertido pra caralho.

Saia numa aventura, eles disseram...
Vai ser divertido, eles disseram...
Ys não perde tempo com quebra-cabeças ou quests sem rumo. Na maioria das vezes, são aventuras diretas e sem frescura que apesar de ser bastante curtas (para os padrões RPG), são cheias do mesmo senso de surpresa e aventura que tornaram os jogos Zelda tão consistentemente populares.

A trilha sonora é ótima para o Master Sytem e a história é... bem, é um RPG dos anos 80, né? Salvar o mundo do mal, impedir vilão de conseguir artefatos (neste caso os seis livros das deusas do continente perdido de Ys, daí o nome do jogo), yadayadayada.

Ainda não superei de como a coisa do grinding fudeu um jogo que de outra forma seria imensamente memorável e um dos melhores dos 8 bits, sério mesmo...




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