sábado, 29 de abril de 2017

[AÇÃO GAMES 006] STREETS OF RAGE (Mega Drive)



Impedida contratualmente de ter ports dos grandes jogos das outras empresas, que tinham contrato de exclusividade com a Nintendo, a SEGA tinha que cortar um dobrado para dar ao seu publico a mesma experiencia que eles queriam. Usualmente fazendo ela mesmo sua "versão caseira" de jogos famosos para o Nintendo, como Phantasy Star foi a resposta da SEGA para Final Fantasy, por exemplo.

A SEGA era meio que como a mão que tinha uma filha que queria um vestido do Frozen de 300 reais da loja mas não podia comprar, então ela ia e costurava ela mesma o seu próprio vestido. As vezes dava muito certo, como Sonic foi uma resposta muito boa ao Mario. Mas as vezes...


Nossos heróis são três ex-policiais que não se sujeitaram
a corrupção da cidade e resolveram limpar as ruas de fúria
com seus próprios punhos e... espera, o hobby da Blaze é...
lambada? LAMBADA? PUTA QUE PAREIO ATREIO, QUE
JOGO VELHO DA PORRA HAHAHA!
Streets of Rage foi a resposta da SEGA ao Final Fight da Capcom que ela jamais poderia ter nos seus sistemas enquanto durasse o contrato de exclusividade (depois ela conseguiu Final Fight pro Sega CD a muito pau e corda, mas isso é bem depois). E o que eu posso dizer é que, assim como Final Fight, ele é um beat'm up... mas apenas no sentido mais básico do gênero.

Você anda pelas ruas, você bate em pessoas. Ponto.

SoR consegue a façanha de ter todos os elementos que compõe um jogo do genero, mas apenas no aspecto mais básico e menos criativo possível. Você tem três tipos de ataque (chute e voadeira, além de um agarrão) e um ataque especial que É O MESMO PARA TODOS OS PERSONAGENS. E só. Sério.

Um detalhe curioso é que tal auxílio não pode ser chamado na última fase, sendo que é a única que ocorre em um lugar fechado e não nas ruas. Legal que a Sega se preocupou com esse detalhe para que a coisa fosse mais realista, mas não ligou para o fato dos heróis não sofrerem com os tiros de bazuca disparados em sua direção.

Enfim, não é ruim, mas não tem absolutamente nada de especial aí. E põe nada nisso.

Você tem três personagens para escolher e adivinha só? As diferenças entre eles são puramente estéticas. Uau.

"Me chama de baixinha de novo que eu dou outra
VOADORA NO TEU JOELHO!"
Você enfrenta inimigos também, claro. Um absurdo de quatro ou cinco inimigos que repetem seus padrões de ataque. Então, sim, seus personagens genéricos com ataques genéricos lutam contra um embasbacante total de 4 ou 5 inimigos ao longo do jogo. Ah sim, e um tipo de chefe que se repete durante os oito estágios: o fortão com um ataque de corridinha.

Não fosse isso ruim o bastante, a programação dos inimigos é bastante ruim. Eles voam facilmente para fora da tela e demoram uma enormidade para voltar. O jogo ainda oferece armas para serem pegas no chão, mas  honestamente elas mais atrapalham que ajudam os seus socos.

Como eu disse, não tem nada de particularmente errado com Streets of Rage - dá pra jogar de dois, você bate nos inimigos, tem um especial - mas não tem nada particularmente marcante também. Seu maior mérito é ser melhor que Final Fight para o SNES, mas isso é meio que só até onde ele vai. O que meio que é a história da vida da SEGA, né?


Definitivamente a melhor coisa sobre esse jogo com certeza é a sua capa...


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