sábado, 29 de abril de 2017

[AÇÃO GAMES 006] FLICKY (Mega Drive)



Em sua eterna batalha contra a Nintendo, a SEGA sempre procurou novas armas para derrotar sua tradicional rival. E o que poderia ser melhor para derrotar a líder do mercado do que lançar um port de um fliperama de 7 anos atrás, não é mesmo?

Foi assim que em 1991 a SEGA lançou Flicky para Mega Drive, um jogo originalmente lançado em 1984


Bobeada a Tec Toy não ter adaptado na época como um jogo
de Pegue o Pombo. Já imagino até a música: "Pegue o pinto,
pegue o pinto, pegue no pinto agoraaaaaa!". Clássico instantaneo
Ok, vocę năo precisa me dizer. Flicky parece e soa como o pior jogo na existência do Mega Drive. Seus gráficos retardados e som bocaberta uma piada de mal gosto. Quer dizer, apesar de ter uma ideia interessante para a época (é basicamente um pacman de plataforma!), o tempo disso já a muito havia passado quando esse jogo foi lançado para o Mega Drive.

Mas tente jogá-lo, sua jogabilidade é perfeita para o que ele se propõe a fazer. Apesar do som repetitivo (a única música do jogo não é ruim, mas realmente torna-se enjoativa depois de algum tempo e os efeitos sonoros são muito agudos) o que importa é que o jogo é um teste constante de reflexos enquanto você tenta resgatar pintinhos para leva-los até a saída desviando de um gato. Sem enrolação, sem firula, seria um jogo popular na App Store se fosse lançado hoje... Claro que a SEGA podia ter dado uma guaribada nos gráficos ou no som SEIS ANOS DEPOIS mas quem tem tempo para fazer bons jogos?

A própria Ação Games da época já disse que o jogo é um bom passatempo ou para crianças pequenas, e meio que isso é tudo que há para dizer sobre ele.

De interessante eu posso adicionar apenas que Flicky foi criado por  Yoji Ishii, que foi o character designer do Sonic. Com efeito, Flicky é um dos bichinhos presos dentro de robos que o Sonic salva. E meio que isso que é o que tem para dizer para ele. Sério gente, é um jogo de Atari basicamente, e mesmo que seja um jogo ok até o meu talento para encher linguiça tem limites, né?


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