sábado, 25 de março de 2017

[GAMES] ESWAT (Master System) [AÇÃO GAMES 001]




ESWAT da Sega, como muitos jogos de arcade dos anos 80, se espelhou no desejo de criar um jogo baseado em um filme sem realmente ter que comprar a licença para tal. Neste caso, é fortemente influenciado pelo clássico de ação de 1987 "RoboCop", cujos direitos eram de propriedade de Data East. O que não impediu a SEGA de criar o seu próprio jogo do robo justiceiro, afinal, quem não iria querer jogar como um robô atirando em criminosos?


 O jogo em si é bastante parecido com Shinobi da própria Sega (que por sua vez era um ripoff vago do Rolling Thunder da Namco). As etapas são todas scroll lateral retos, com diferentes níveis que você podia saltar entre um e outro.  

Ai nininu danadu!
Só que enquanto Shinobi tem um ritmo controlado e metódico, forçando você a esconder dos inimigos antes de lançar um contra-ataque, ESWAT é sangue nozoio e incentiva ações mais rápidas - você pode levar vários hits antes de morrer, e não há tantos lugares para pegar cobertura de qualquer maneira - o que nos leva a imbecil visão do policial andando acocorado metendo bala nos bandidos. É bem ridiculo, mas é  o que vai estar na sua tela a maior parte do jogo.


Sua munição também é limitada, forçando-o a recorrer a chutar criminosos se você ficar sem, mas é dificil isso acontecer. Normalmente você só fica sem munição por um segundo ou dois antes de achar mais. É também para dois jogadores (ao menos a versão de arcade é), então você pode atirar em criminosos com um amigo. Há um número de estágios bastante curtos, cada um terminando com uma briga rápida contra um chefe chefe. O melhor estágio é onde você luta por Chinatown e tem um showoff contra um gorila gigante por algum motivo. 

Apesar de seu conceito maneiro, a Sega atirou no pé de várias maneiras. Para começar, o terno robótico é, por falta de uma palavra melhor, retardado. RoboCop era legal porque ele era um cyborg - meia máquina, meio humano. Aqui, os policiais usam um tipo de armadura que deixaria o Tony Stark envergonhado.  

Claro, eles podem ter metralhadoras, mas em última análise, parece quase tão ameaçador como um guarda de segurança em um Segway. No início e no final de cada estágio, os policiais são transportados por um minúsculo carro da polícia - como um, muito menos duas dessas coisas, se encaixam nessa coisa? É uma cena de circo. 
 
A segunda grande questão é que você nem sequer começa a jogar com a armadura no primeiro par de estágios. Năo, vocę começa a brincar com um policial genérico. É só depois de completar três estágios que você é "promovido" para o cybersuit. Isso é um truque muito baixo - atrair as crianças com essa proposta cool e dizer-lhes "não, você tem que chegar longe o suficiente e socar fichas a moda loca para jogar com o cara cool".


Pare em nome da... puta merda, como pesa
essa tralha...
Só que quando você obtém a armadura, não é impressionante. Claro, você tem uma metralhadora em vez de sua pistola, o que é bom. Há também um punhado de armas especiais que estão em quantidades muito limitadas, que são disparadas de um canhão na parte de trás da armadura (isso também parece um pouco bobo, e é muito lento agir para ser usado de forma eficaz) mas seu medidor de vida não aumenta - você ainda pode tomar quatro hits antes de morrer, com ou sem a armadura.

Ao menos quando você toma dano a armadura vai se despedaçando, expondo o humano embaixo - o que pelo menos parece meio legal.

Enfim, o conceito é realmente a única meio notável sobre esse jogo. O som não é digno de nota e os gráficos são bastante genéricos (mesmo para a época). A jogabilidade é repetitiva também, o
s níveis são todos breves e mal têm quaisquer obstáculos. Os chefes caem em algum lugar entre ser retardado ou estupidamente dificeis, muitas vezes fazendo um bullet hell.  

 O port de Master System é bastante ruim também. Os gráficos são piores do que a maioria dos títulos de primeira geração para o sistema, com sprites pequenos e animação terrível.

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