domingo, 22 de maio de 2016

[ANIMES] OWARI NO SERAPH (ou a Celso Rothrização dos animes)

Existem animes que você começa a assistir porque gostou da sinopse, pelo fan service, porque achou a arte bonita ou porque todo mundo está comentando.Eu, diferentemente de vocês plebes mortais, comecei a assistir Owari no Seraph porque gostei do nome: "Serafim do Fim". Um motivo muito maduro e razoável para começar a assistir um anime, se querem saber.

Bem, para começar cabe explicar quem é Celso Roth: ele é simplesmente o melhor treinador ruim do futebol brasileiro. Ele não é apenas ruim, ele é o melhor deles. Isso quer dizer que ele é capaz de montar equipes bastante competentes que encherão sua torcida de esperança verdadeira, para então frustra-las da forma mais dolorosa possível.

Aqui no sul ele é muito famoso: ele conseguiu a façanha de liderar um campeonato brasileiro com DOZE pontos de vantagem com o Grêmio, e então entregar o titulo de bandeja em uma série inacreditável de fracassos. Os colorados não tem melhores lembranças dele: dirigido por ele o Inter foi campeão da Libertadores apenas para disputar o mundial e pagar o maior fiasco sendo eliminado por um time do CONGO (muitos daqueles jogadores provavelmente estava chutando pela primeira vez algo que não fosse uma pedra ou um coco). Este é Celso Roth, um homem que faz um trabalho muito decente para arruína-lo em seguida por motivos que apenas Zack Snyder entende (vai ver ele tem a mesma fraqueza do Thanos e deseja ser um perdedor).

Estou falando disso porque nos animes existe uma figura equivalente: Tetsurou Araki. Araki tem um dom incrível de dirigir animes magníficos.... até a metade. Então forças inenarráveis baixam um Celso Roth no homem e ele caga seus animes com tanta força que o eixo de rotação da Terra muda de direção.

#justroththings
Talvez o nome não lhe seja tão familiar assim, mas seu trabalho certamente o é: ele é o diretor de Death Note. Lembra do quão Death Note é inteligente, bem estruturado, sagaz e te dá muito mas muito mesmo mais do que a premissa dá a imaginar? Certamente você lembra, assim como lembra que no terço final do anime ele joga tudo isso fora e se torna uma novela arrastada sem nenhum dos elementos aos quais aprendemos a amar e respeitar nesse anime.

Caso isolado? Ora, ele também é ninguém menos do que o diretor de Gungrave - um anime magnifico sobre dois amigos de infância que crescem nos ranks da máfia e tomam caminhos diferentes até acabarem se tornando inimigos. Gungrave é arte, Gungrave é amor, Gungrave é... uma bosta depois da metade, onde se torna uma baboseira sobre "monstro do dia" e lutas genéricas de anime. Aff.

Ok, talvez eu esteja escolhendo cerejas com um anime um tanto obscuro, então o que me dizem do mega sucesso e blockbuster Shingeki no Kyojin? O colossal Ataque dos Titãs é um anime magistral, tenso, violento, pesado e vigoroso. Ele te deixa com o coração na ponta da chuteira em um mundo sombrio e de nenhuma esperança. É tão bom que é recomendado até para quem não gosta de animes... até a metade. Ai ele se passa de um épico desesperado de sobrevivência contra horrores enormes (literalmente) para... um anime de mechas sobre politicagem? Mas heim?

Esse, senhoras e senhores, é Tetsurou Araki. Ele te dá tudo que você sempre sonhou de uma forma que você sequer imaginava ser possível... para então puxar o seu tapete e te deixar com uma cara de "mas que porra aconteceu aqui?"

Owari no Seraph é a mais recente vitima do Celso Roth dos animes.
(Araki também dirigiu Highschool of the Dead, mas nesse o anime te entrega exatamente o que você espera da premissa do começo ao fim: zumbis, fan service e zero coerência)

Se você é um personagem de anime e seu cabelo não é colorido
então corra por sua vida, maluco
VINGAAAAAAAAAANCA AZAGHAAAAAAAAL!!!!!

Owari no Seraph não faz nada particularmente original, mas o que faz é feito muito bonito. No ano 201x um vírus dizimou a raça humana deixando intactos apenas menores de 13 anos (tem um episódio de Star Trek sobre isso). O que já seria ruim o bastante, não fosse pior ainda porque todas as lazarentices das trevas não tinham mais 7 bilhões de humanos para precisar se esconder e tomaram conta do mundo. Em outras palavras, virou a festa dos vampiros.

Nossa história acompanha Yuu (na verdade o nome dele é enorme, Yuu tá mais que bom), um órfão que vivia com sua galerinha muito louca do orfanato em uma cidade vampírica. Afinal pra que sair por aí caçando humanos se é muito mais fácil para os vampiros apenas cria-los em rebanho, não?

Como todos novinhos da sua geração, Yuu sonha em um dia chutar a bunda dos vampiros e ter seu próprio anime de harém a luz do Sol (o que é uma metáfora, os vampiros aqui não tem frescura com o Sol). Graças as armações do seu melhor amigo Mikaella (sim, esse é o nome do cara), Yuu tem seu sonho realizado e consegue fugir da cidade vampírica só que no processo toda sua "família" do orfanato morre diante de seus olhos.

Ao sair ele acaba encontrando a resistência humana, o Exército Imperial Demoníaco Japonês e como não poderia deixar de ser jura MORTE SANGUE E VINGAAAAAAAAAAAANÇA contra todos os vampiros daqui até o oeste de Tangamandapio.

Se não ganha nota dez pela criatividade (a premissa é quase igual a Ataque dos Titãs, só que com tiozões gigantes pelados no lugar de vampiros afetados), a construção do mundo ganha.

COLEGIAL NO FIM DO MUNDO

A primeira coisa que vemos de Yuu em sua nova vida sendo criado pelo Exército Imperial Demoníaco Japonês é que ele... está frequentando o colegial? Minha primeira reação foi pensar "aff, anime..." porque aparentemente os japoneses terão um siricutico se um anime não tiver lolis de uniforme colegial e um protagonista sentado perto da janela na sala de aula (e também terão se tentarem pronunciar "siricutico"). Minha segunda reação foi apenas pensar "BUT WHY?" porque sério, se a sociedade humana acabou o exército treina crianças para lutar contra os vampiros, porque diabos tem uma maldita escolhinha nessa porra?

Surpreendentemente, a minha pergunta era esperada pelo anime.

Mais surpreendentemente ainda, havia uma resposta bastante razoável para essa pergunta.

Acontece que o Exército Imperial Demoníaco Japonês não tem esse nome porque foi escolhido por um adolescente de 14 anos (senão teria também "Dark" "Fallen Angel" e "Killer" no nome) e sim porque o exército imperial japonês usa armas demoníacas para lutar contra os vampiros.

E o que são armas demoníacas? São armas nas quais a alma de um demônio está presa, e se o portador da arma fizer um pacto com o demônio ele poderá não só vaporizar vampiros como se beneficiar de bônus como magias, cura acelerada, super saltos e viadagens genéricas de animes.

Ok, mas e o colegial com isso? Ora, aí é que entra o segredo da coisa: ao fazer o pacto com o demônio ele passa a ficar sussurrando no seu ouvido só esperando a hora que você ceda a tentação e ele possa possuí-lo definitivamente. Ele pega seus medos, desejos, ansiedades e traumas e fica esfregando a ferida até você surtar e ele tomar o seu corpo para si.

Se te chamarem de baixinho não deixe por isso: de uma
cabeçada na canela dele!
Como impedir que isso aconteça? Criando as pessoas menos sequeladas possíveis. O que em um mundo pós apocalíptico em que o que restou da humanidade vive em guerra com uma raça mais forte, fazer com que os jovens tenham o máximo de vida "normal" o possível ajuda muito a resistir aos demônios - e aí entra o colegial.

Perceberam a sacada da coisa? Todos os clichês de animes são justificados tanto quanto possível, e faz sentido dentro da proposta da coisa. Owari no Seraph não ofende sua inteligência tanto na estrutura do cenário quanto nos seus melhores personagens e esse é o segredo do sucesso: tudo é crível no cenário proposto, e sobre suas bases sólidas são construídas coisas épicas.

Os cenários são visualmente lindos (as imagens das ruínas pós-apocalípticas japonesas quase em aquarela são espetaculares), mas a verdadeira beleza do anime está na interação entre as organizações e os personagens.

No futuro pós-apocalíptico
cada mercadinho abandonado
é sua própria casa de Libra
GUERRA DOS TRONOS - A MASCARA

Tendo organizações sólidas e coerentes dentro do cenário proposto, o anime tem espaço para crescer muita intriga e noções com diversas tonalidades de certo e errado. Não é apenas "humanos são bons e vampiros são maus", é muito mais interessante do que isso.

Mikaella se tornou um vampiro e durante a maior parte do anime Yuu diz que quer resgatar seu amigo das garras dos vampiros e Mika diz que quer salvar Yuu da ganancia nociva humana. O ponto interessante nisso: ambos estão certos.

E mesmo assim não existe "os vampiros" como se tudo fosse um saco de batatas: a sociedade vampírica na verdade é um saco de gatos com diversas facções, puxação de tapete e a espreita pelo menor sinal de fraqueza para dar um golpe na sua "casta superiora". Toda aquela coisa de linhagens e grau de descendência que já está bem enraizado na cultura pop.

Por outro lado, o Exército Imperial Demoníaco Japonês não é muito diferente disso com diversas facções brigando entre si e ocultando segredos umas das outras por poder e suas próprias agendas. Traição, lealdade e puxadas de tapetes são temas recorrentes e interessantes aqui, basicamente o que a segunda metade de Ataque dos Titãs falhou em ser.

Na escala macro, Owari no Seraph é magnifico e interessante de uma ponta a outra. Quem está armando contra quem, quem está passando para o lado de quem e quem está traindo quem é muito interessante de se assistir - chega uma hora no meio da guerra que tem QUATRO lados nessa guerra e mais um maluco que está meio que no QUINTO lado, isso é fantástico de se assistir. Quando olhamos mais de perto é que o sanduíche tem pepino.

Owari no Seraph drinking game: tome um gole toda vez
que alguém dizer "não saia da formação". Coma alcóolico
antes do fim da primeira temporada.
CARDBOX COLLECTION 2015

Se na estrutura o anime beira a perfeição, na execução é que começa o efeito Celso Roth. A começar pelos personagens: alguém abriu o grande livro proibido (se não é proibido deveria ser) dos clichés de anime.

Nosso grupo de protagonistas é formado por protagonista cabeça dura "vou fazer as coisas do meu jeito e foda-se", garotinho frágil mas tem uma fodonice latente (cof, Shun, cof), bad boy durão que é amigo do protagonista mas não admite e tsundere que gosta do protagonista mas não é como se ela admitisse nem nada, baka!

O problema começa que nossos personagens principais são apenas estereótipos de anime com a mesma motivação: vampiros mataram minha família/amigos. O que faz sentido nesse cenário, mas o problema é que é SÓ isso que os personagens são. O garotinho frágil afetado e gentil é só isso, não existe uma segunda camada no personagem, não existe um desenvolvimento, não tem nada de nada. Se você já assistiu animes o suficiente já sabe até o que cada personagem vai falar porque eles seguem o grande livro de regras do FBI dos animes.

Pra ter uma ideia de como os personagens são rasos, peguemos a tsundere loirinha lá que gosta mas não admite do Yuu: ela é apresentada, é dado um episódio com destaque para ela e depois FODA-SE! A mulher não tem mais duas falas no mesmo episódio até o fim do anime! Puta que pariu, se colocasse um peso de papel com uma peruca loira ninguém ia perceber a diferença!

O elenco do anime é a coisa mais esquecível que um anime pode conceber, salvo por uma única exceção - mas já chego lá.

Armas demoníacas transformam
vampiros em pó imediatamente.
A menos que seja um personagem
importante, aí elas param de funcionar
FAZES O QUE TU QUERES, HÁ DE SER TUDO DA LEI

Personagens ruins a parte, o problema é que o anime não tem uma estrutura clara de como as coisas funcionam e o mundo não funciona sem ter alguém explicando o que está acontecendo na tela.

Me permita um exemplo: Ataque dos Titãs tem uma estrutura muito bem definida. "Os titãs são burros, mas são perigosos", o anime te diz. "Existem alguns titãs que são diferentes, você vai reconhece-los quando ver", o anime te diz. E do começo ao fim ele cumpre essa premissa.

Owari no Seraph não, as regras desse mundo são uma bagunça sem sentido. "Precisa de cinco humanos para matar um vampiro", o anime te diz. Só que as vezes não, as vezes vampiros são apenas bucha de canhão. "Armas demoníacas matam vampiros", o anime te diz. Só que as vezes não, as vezes elas não funcionam sem motivo nenhum apenas porque aquele vampiro é importante para a história. "Armas demoníacas são perigosas e tentam corromper seu usuário", o anime te diz. Aí o protagonista "doma" a mais foda de todas as armas demoníacas sem esforço nenhum logo nos primeiros episódios.

As regras daquele mundo são esculhambadas conforme as necessidades do roteiro, então quando você ve um vampiro não sabe se ele é forte, fraco ou uma dançarina de ragatanga sem que algum personagem narre isso pra você. Isso é narrativa ruim em seu pior.

Voltemos aos titãs: quando a Mikasa fica sozinha num beco com  um titã com apenas uma lamina para gastar, não precisa ninguém te narrar o quanto ela está fodida. O mundo é coerente e seu cérebro já faz as associações por conta própria. Em Owari no Seraph não, não existem regras definidas, tudo depende do que a cena vai precisar e isso é um puta corta tesão.

Agora o maior e verdadeiro problema do anime nem é esse, é algo muito mais broxante e que seria fácil de resolver: tudo é fácil demais para os personagens. Sério, parece que eu estou assistindo um anime sobre a família da Rey (de Star Wars 7), porque tudo que os personagens querem eles conseguem sem o menor esforço ou treinamento - vá ser Mary Sue assim lá em Alderaan!

Tome outro gole sempre que ver um vampiro divando
É dito ao nosso  protagonista que tudo é muito perigoso e que se ele fizer piti de anime vai dar merda. É avisado a ele um milhão de vezes coisas do tipo "não saia correndo na frente", "siga as ordens", "não quebre a formação" porque senão os vampiros vão comer a bunda deles com sal e queijo cheddar. E adivinha só o que nosso herói faz? Exatamente, o rapaz é o Leroy Jenkins encarnado e o tempo todo faz o que dá vontade SEM CONSEQUENCIA ALGUMA. Aí fica difícil torcer.

Tipo é dito que os demônios negros são o tipo mais perigoso e poderoso de demônio e que meramente estar na presença de um sem treinamento já daria merda. Adivinha se o Yuuzinho não sai correndo para a sala com o demônio com tanto treinamento quanto um ministro de presidente brasileiro e NADA VAI LHE ACONTECER.

Tudo é fácil demais e tudo SEMPRE dá certo para os protagonistas o tempo todo sem nenhum tipo de revés. Alias é engraçado adivinhar quem vai se foder nesse anime: se você não tem cabelo colorido nem nome, então você é os carinhas de camisa vermelha de Star Trek e vai sambar na espada do crioulo doido só para mostrar o quão perigoso o mundo é. Agora se você for um personagem e tiver um penteado a lá Yu-gi-oh, pode FAZER O QUE LHE DER VONTADE porque nada de ruim vai te acontecer.

Puta merda gente isso já era tosco em Star Trek cinquenta anos atrás e não ficou menos tosco de lá para cá.

Não deixa de ser involuntariamente engraçado, assistir esse anime me lembra o quadro "Topa Tudo Sem Dinheiro" da Jovem Pan que o cara dizia "Eu vou subir nesse poste de alta tensão e lamber o fio elétrico e NADA VAI ME ACONTECER!". Só que depois a imitação do Silvio Santos dizia " Hoje no quadro Isto é incrivel, veremos um homem fazer algo realmente incrivel. Paraiba irá subir naquela torre de alta tensão e lamber 5 quilômetros de cabo energizado. Vamos ver, ele está subindo, parou para ver a direção do vento, continua subindo, está quase chegando perto dos cabos, agora sim, chegou, ele está abrindo a boca, vai lamber o cabo quando uma descarga de 10000000 Volts torra o nosso querido Paraiba. Ele esta caindo, caindo, caindo, oooooiiiii ELE MORREU, ELE MORREU, ELE MORREU!!!!"

Aqui funciona mais ou menos assim, só que sem a parte do "ele morreu".
Não importa o quão séria seja a treta ou quão impossível seja a situação, você sabe que os protagonistas conseguirão sucesso sem o menor esforço. A coisa é tão séria que o anime termina com um gancho para a terceira temporada em que eles tem que invadir um lugar altamente impossível para resgatar uma menina e parecem preocupados com a dificuldade da missão, ao que eu não consegui conter uma risada de escarnio - como se algum personagem fosse realmente morrer ou correr perigo, pff...

Isso realmente destrói as cenas de ação, porque você já sabe o resultado delas antes mesmo de começarem. O que realmente é uma pena, porque temos muita ação épica de uma guerra (e tipo guerra mesmo, com bombardeiros, snipers e batalhas de tropas) entre vampiros, humanos, anjos e demônios. Tudo é muito épico e extremamente incrível de se ver... até você lembrar que não vai dar em nada mesmo.

Nenhuma regra neste cenário é sagrada, exceto que se você tiver cabelo colorido e um nome NADA VAI LHE ACONTECER. Aí fica difícil

SHINOA, THE BEST GIRL

Lafranhuras do anime a parte, chega a ser irônico que um anime com tantos defeitos de desenvolvimento tenha justamente uma das melhores personagens de anime que eu já vi na minha vida. Estamos falando é claro da melhor garota de todas, Shinoa.

Shinoa é a única personagem do anime (e talvez o tenente Guren) que eu não conseguiria descrever em uma linha citando clichés de anime. Ela é uma baixinha adorável e sarcástica que adora trollar os colegas e superiores. Mais importante do que isso, Shinoa parece ser a única personagem ali com quem você consegue estabelecer alguma conexão conforme ela aponta o quão absurda aquela situação toda é.

É ela, por exemplo, que aponta para Yuu que sim, ter um colegial depois que o apocalipse aconteceu é algo realmente estranho quando você pensa nisso. Mas felizmente a melhor garota tem a solução perfeita para contrabalancear os efeitos do apocalipse:


Mas é uma trosladora essa menina, viu?

Em determinada cena o tenente saca sua espada demoníaca dentro da sala de aula afim de ver quem não passaria mal com a presença do demônio negro e assim ser candidato a ganhar uma arma desse nível. Todos os alunos sofrem com a presença do demônio, mas Shinoa fica bem de boas.

- Shinoa, você já tem uma arma demoníaca. Você não tem graça.
- Ah não? Mas eu acho que eu sou uma gracinha!

Trollagens e zoeiras a parte, Shinoa também é um dos raros personagens com um background mais complicado do que "vampiros comeram minha família". Ela pertence a família que controla o Exército Imperial Demoníaco Japonês, a toda poderosa família Hiragi, mas escolheu não tomar parte das tretas politicas da família e quase não é menciona que ela pertence a "nobreza" da sociedade pós apocalíptica.

Ao contrário de todo resto do elenco, Shinoa é uma personagem tão boa, carismática e honesta que eu não tenho como evitar a impressão de que ela está no anime errado. Além de Shinoa apenas alguns poucos vampiros são bem escritos assim, e o show certamente se beneficiaria mais de personagens como ela e menos de clichés de anime de uma linha apenas.

Em um mundo sem internet, até livro de biologia vira
pornografia. Shinoa manja das putaria.
É O FIM, SERAFIM

Owari no Seraph faz muitas coisas certas, e surpreendentemente acerta no mais difícil. Tem um mundo bem construído com boas ideias gerais para um cenário pós-apocalíptico com guerra, intrigas e anjos e demônios descendo a lenha. Armas com espíritos de demônios e vampiros afetados fazendo politicagens vampirescas sempre são algo positivo.

O problema é que isso foi escrito com a coerência de um blogueiro do PT e com personagens tão interessantes quanto se pode copiar e colar da wikipedia. Adicione uma lógica de eventos onde nenhuma ação nunca trás consequência e o que estava muito perto de ser perfeito termina sendo bastante difícil de defender.

Exceto a Shinoa, claro. Porque ela é a melhor garota.







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