quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Jiraya, o incrível ninja (porque os br são muito melhores criando títulos)

Sim, este é um texto sobre a série do incrível ninja olímpiada Jiraya. Não venha me enganar, você conhece. Aquele rapaz rancoroso (que você imitava tentando tirar uma espada do espelho da sua casa) e que, provavelmente, foi um dos precursores dos heróis surdos perguntadores. 

Jamais entendi porque Shaka se preocupava em tirar a audição de seus oponentes. Mas, voltemos ao nosso ninja. Jiraya é uma série de quando você era um zigoto. Pertencente ao gênero metal hero, sabe aqueles heróis com armaduras adoradores do satanás (Metal!). 

Então, a série conta a história de nosso jovem Toha Yamashi, sucessor da família Togakure, guardiã de uma inscrição que ajuda a encontrar o tesouro do século, Pako, tesouro este que a família dos Feiticeiros deseja se apossar para fazer maldades e dominar o mundo (porque se você é um overlord do mal e não quer dominar o mundo, algo de errado há em seu sentido existencial). 

Pois bem, temos nosso herói, nossa família de vilões e a motivação que é o tal do tesouro do século, Pako. Nossa história está montada e pronta para ser comentada por esta que vos fala.

Quando você é obrigado a reavaliar suas ideias


A segunda coisa que logo chama atenção em Jiraya é o quanto ele te leva a repensar tudo o que você conhecia ou ousava dizer que conhecia sobre o mundo ninja. 

Ninjas são discretos, usam preto, silenciosos, mortais, Mão Negra e eis que Jiraya te põe perante isso!

Não achei uma imagem de corpo todo adequada. Apenas imagine um ninja vestido inteiramente de roxo e preto! ROXO! LISTRAS!

E isso!

Duas vestidas para o ano novo e a outra é a Pinkie Pie.

Conclusão: todos os ninjas de Jiraya (tá, acho que tirando o velho e o ciborgue) jamais passariam em um teste de camuflagem. Como eles gostam de dizer eles são "ninjas modernos". A wikipedia já gosta de dizer que a temática é "a tradição japonesa dos ninjas". Eu gosto de dizer que redefini tudo que sabia a respeito dos ninjas. Jiraya muda vidas.

O errado que deu certo, sem deixar de ser errado

Jiraya tem 50 episódios de 20 minutos, o que é espaço pra caralho para contar uma história considerando o que a história propõe e o que ela, de fato, te oferece. Diferente de Jaspion que possui uma trama com mitos e uma simbologia que, aparentemente, foi pensada desde o início até o seu final. Jiraya já dá a impressão de que foi meio feito nas coxas, eles lançaram a ideia pensando que depois algo incrível e avassalador viria a mente para resolver os problemas de trama. Mas, não veio. (Jessica Jones teve sorte)


Então, a série vai enfiando ninja depois de ninja, ok, no geral, meio que todos querem o tal do Pako, mas é tudo meio vago (até porque se eu ainda não te disse quem ou o que é Pako é porque, ninguém sabe mesmo. Só sabem que ele é o kiko dos japoneses). 


Esse desfile de ninjas, por um lado, gera um efeito cômico involuntário maravilhoso completado pela mistura estereotipada randomica de aspectos de diferentes culturas para montar seus personagens. Então, temos o ninja católico das cruzadas que joga cruzes explosivas, o ninja origami cuja armadura é de papel, o ninja dos lagartos explosivos que só quer uma espada famosa, o ninja texano que, obviamente, usa uma arma de fogo, o ninja homem-míssil deprimido que mata vários inimigos com um tiro só porque adivinha, ele usa uma arma que atira mísseis, o ninja que tem a habilidade de imitar a aparência das pessoas e por causa disso não pode morrer (?). 


São tantos. Alguns memoráveis e que volta e meia aparecem de novo, outros esquecíveis, há um episódio em que lembramos mais de um sapão do que do ninja do dia, C teve que pesquisar no google para sabermos quem era. Tem outro episódio, em que não tiveram nem a coragem de nomear o ninja, ele é simplesmente o irmão do outro ninja, Junin Makumba. 

A família dos Feiticeiros

Sabe, aqueles vilões pastelões maravilhosos dos anos 80. São eles. É isso. 

Dokusai parece que tem um cartaz daqueles de pegadinha de escola pregado nas costas e não tem nenhum amigo para avisá-lo. Eles tem um péssimo time para abandonar seus aliados, sempre revelam o plano antes e traindo precocemente. E, mais para o final da temporada, aparece Morgana, uma antiga conhecida de Dokusai (pegaram muito nas pregas um do outro que eu sei). 


E, esta é Morgana, uma bruxa que além de fazer bruxarias que incluem aranhas de plástico falantes, quando quer saca uma arma e manda ver. No penúltimo episódio de Jiraya, ela lutou com Manabu, o mais novo dos Togakure, um guri de 12 anos...E, ela não ganhou, nem feriu sequer. Procura-se sua dignidade. 


E, afinal, Pako é de comer?

Não. Pelo menos, acho que não. 

Pako é um alien que é uma bola que para falar com o pessoal e dizer o que está acontecendo usa a Reiha, uma das ninjas amigas do Jiraya, (aliás, todo mundo é ninja nessa porra, vou parar de falar que fulano é ninja, até o vidente pedófilo da história é). Pako vem de um planeta dark side que mandou ele para a Terra há muito tempo para exterminar e pilhar e matar e se divertir nas raves. Mas não tinha nenhuma porque foi há muito tempo mesmo. 

Só que chegando aqui, surpresa das surpresas, ele descobriu que o povo era legal, pois foi tratado com gentileza, amor e carinho. Awn! Eu disse que ele havia chegado há muito tempo. Ultron não teve essa sorte. Ao descobrir o quanto o povo era do bem e o planeta bonito, Pako não quis cumprir sua missão e, em vez disso, dedicou-se a defender a Terra. 

Mas, eis que agora (no final da temporada) o planeta dark side está vindo em direção à Terra (porque MacGaren tinha razão, seus putos, e é perfeitamente possível viajar com um planeta por aí, o ipva que deve ser caríssimo). Então, o planeta está vindo para cá atrás do Pako, pois ele não havia cumprido sua missão e era um traidor, de quebra iam espalhar o horror e a destruição, claro.

E, é isso que o Pako através da Reiha conta, alertando o pessoal para deixá-lo ir embora, por motivos óbvios. E, este é o grande Pako, tesouro do século, uma bola roxa/negra luminosa que fala através de uma jovem que se veste como se tivesse acabado de gravar com o Jaspion. 


O bacana é que ele vai embora e o planeta que já estava perto e pronto para entrar em órbita, que viajou quilômetros e quilômetros, vai também. CARALHOS VOADORES, O PLANETA VIAJA O UNIVERSO PARA CHEGAR E IR EMBORA! Ao menos, destrói um continente, miserável. Não, não. Sou dark, mas sou pacífico, também não é assim.

Quando você não sabe mais o que fazer

Ah, e eu já ia esquecendo. Claro que lá pra mais da metade da série, aparece um robô gigante. Mesmo que ninguém nunca tenha mencionado a existência dele até agora. Em um belo episódio, ele simplesmente está lá. Opa. Porque é a receita do sucesso: mete um robô gigante. Todo mundo adora um robô gigante. 


O deus Jirai, que usa uma mochilinha nas costas (provavelmente, dá bônus de defesa) e "se ativa" quando o Jiraya corre prerigo. Jiraya pode se unir com ele, aliás, o deus meio que só funciona se o Jiraya se unir com ele, senão ele fica lá parado, apanhando nas fuças de ninjas pássaros karasutengos.

E a série termina com o Jiraya fundando uma igreja universal (pois, ele cansou de ser pobre) e o Pako mandando como presente de agradecimento (?) uma flor com brilho daquelas que sua vó tinha no armário empoeirada num vaso. 


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