terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Fate / stay night (ou uma excelente história presa no corpo de um anime)

Uma das coisas que mais me apavora é a ideia de ficar preso dentro do meu próprio corpo. Chama-se "Síndrome do Encarceramento" isso e é uma das piores coisas que pode acontecer a alguém. Na verdade é uma ideia tão horrível e apavorante que pessoas que são contra a eutanásia figuram na minha lista como monstros mais cruéis que comunistas nazistas pedófilos flanelinhas. Gente tão ruim que eu desejaria que os cristãos estivessem certos e houvesse mesmo um inferno só para essas pessoas serem torturadas eternamente.

Estou falando isso porque essa imagem foi o que me veio a mente assistindo Fate/stay night. Tem uma excelente história ali acontecendo, genial mesmo, com personagens razoavelmente decentes (ok, não o protagonista mas já chego lá) e carismáticos. Mas toda vez que essa história tentava se levantar e brilhar para o mundo, o autor a sufocava com o travesseiro dizendo.

"Pronto, pronto. Você é só um anime... já vai passar, fique quietinha aí".

 UMA IDEIA MASSA PRA CARALHO, DE VERDADE

Imagine uma mistura de Jogos Vorazes com League of Legends. Não, esqueça a comunidade idiota, estou falando do lore do jogo que é muito foda. Imagine isso e você entenderá a ideia de FATE/stay night. 

Vamos lá: a cada 10 anos o Cálice Sagrado se materializa nesse mundo e convoca sete magos de tradicionais famílias arcanas a participarem de um torneio pela sua posse. Aquele que obter o cálice terá qualquer desejo atendido.


Para a disputa então o Cálice dá a cada um dos magos um campeão de algum momento da história da humanidade - a maior parte deles tão épicos que se tornaram mitos. Gente do naipe de Hércules, Gilgamesh e Sasaki Kojiro (Sasaki foi o maior rival da vida de Miyamoto Musashi, apenas o maior espadachim de todos os tempos, o que não é pouca merda MESMO).


Para ficar mais interessante ainda, descobrir a identidade desses heróis lendários é parte do desafio do torneio já que eles são chamados apenas conforme a classe que eles representam: Sabre, Lanceiro, Assassino, Cavalariço, Berserker, Conjurador e Arqueiro. Dentro de cada uma dessas sete classes o Cálice escolhe um campeão de acordo e entrega seu controle a uma das sete tradicionais famílias da guerra do cálice.

Não fosse legal o bastante, os campeões (chamados de servos) tem suas próprias personalidades e interesses (se o mago ganhar o cálice, ele ganha também) e normalmente obedece o mago por uma questão de honra. Mas caso não, o mago tem direito a três comandos - ordens que o servo é magicamente obrigado a executar. Caso gaste seus três comandos, no entanto, o mago perde o controle do servo e esta fora da disputa. Oh, regrinhas, regrinhas a serem exploradas e distorcidas, todos amamos regrinhas.

Não diga, Capitão Óbvio!
Teoricamente aquele que vencer os campeões dos coleguinhas fica com a taça e tem seus sonhos mais molhados atendidos, só que dois heróis lutarem entre si é muito complicado sair um vencedor porque eles tem muito HP e muita mana. Felizmente (não para os magos) existe um modo mais fácil de vencer o torneio: ao invés de matar o herói lendário é muito mais fácil apenas matar o mago que o controla - que no fim das contas é só um humano de carne e osso e só tem um misero d4 de vida.

Agora você entende como temos um tipo de Jogos Vorazes muito mais legal, envolvendo magia, classes de RPG e tentar adivinhar as identidades dos campeões lendários. Trata-se de um conceito genial, lindo, arquitetal, policromático e quem pensou nisso merece uma chuva de novinhas ruivas fogosinhas perpetua. Pensando bem isso seria bem inconveniente e estranho. Mas enfim.

Aí que temos essa ideia linda, diva e gostosona quicando na área. Então vem um filho da puta e diz: "show de bola", agora empacota isso num formato para vender para otakus.

E esse foi o começo do fim do sonho.

UM ANIME FEITO POR OTAKUS SEBENTOS PARA OTAKUS SEBENTOS

 Eu já expliquei aqui que anime não é feito para seres humanos comuns e sim para aqueles caras que se casam com seu travesseiro de loli, cujo maior contato humano que tiveram nos últimos 25 anos foi quando sua mão acidentalmente tocou no entregador de sushi ao pegar o troco porque o sistema do cartão de crédito ficou 15 minutos fora do ar (evento do qual eles ainda se lembram chorando em posição fetal).

Então o anime faz um checklist de tudo que os otakus demandam ver em um desenho animado e vai socando lá de qualquer forma.

Shiro Emiya é um adolescente que, como todo protagonista de anime, mora sem os pais (no caso aqui seu pai adotivo é falecido e o estado japonês parece não acreditar em alguém ter que ser responsável por menores de idade). Todo dia de manhã sua casa é invadida por um séquito de estereótipos de anime que constituem seu pequeno harém particular de meninas - como é o sonho de todo otaku sebento.


Assim Shiro tem a amiga de infância que gosta dele, a professora "adulto irresponsável", mais tarde na série se juntarão ao seu ninho de amor a tsundere que gosta dele mas não admite e é violenta, a menina badass misteriosa que é frágil e ele tem que cuidar e claro que não pode faltar a loli de 8 anos de idade sexualmente ativa. Não, não, nenhuma casa dos sonhos de otaku está completa sem todas estas figuras.

Agora compare esse trecho do texto com a premissa e você já começa a ter uma ideia de onde isso vai dar. Verdade seja dita, no começo DESTINO/fica de noite é um excelente exercício de relaxamento. A cada cena legal que se baseia na premissa da série temos pelo menos duas de "animezice" que fazem você parar e respirar profundamente enquanto conta até dez. Acho que eu nunca respirei com tanta disciplina em toda minha vida.

O herói de nossa história
ONDE OS PROBLEMAS REALMENTE COMEÇAM

Mas ok, a premissa da série é boa o bastante para que eu me esforce para esquecer que o anime é só um anime e tenta me enfiar os clichês de anime goela abaixo a cada numero ímpar de minutos. Tudo bem, eu posso abstrair isso. De verdade, eu faço esse esforço, o conceito vale isso.

Então o anime decide cagar na minha cara com a força de um vulcão que entra em erupção e sua lava vai espalhar onde eu verei toda a fúria do dragão. Vamos lá...

O pai falecido de Shiro era um mago. Ele sabia disso, ele sabe que magia existe e embora ele não consiga fazer nada senão um truquezinho de nível 0, ele não é um civil leigo no assunto. Dito isso, quando a 5a guerra do Cálice começa Shiro recebe sua própria serva - que por acaso pertence a classe mais forte: a Sabre.

Um parênteses aqui: Sabre é dita no começo como a classe mais forte, mais de uma pessoa diz isso. Ok, muitos jogos não são balanceados entre as classes e não é nenhuma novidade isso. Só que TODA VEZ que a Sabre luta com outro servo, essa classe passa a ser "a classe mais forte". Sério. TODA FUCKING VEZ. Sem mentira, vão se foderem! Mas continuando...

Sabre, no entanto, tem um problema ao ser invocada como serva de Shiro: como Shiro não é um mago de verdade, a invocação dela sai toda bugada e Sabre vem com vários defeitos que não deveria ter. Entre eles o principal é que ela não consegue ficar na forma incorpórea como todos os outros servos e acaba virando uma menininha de carne e osso que precisa caminhar de um lugar para o outro, não pode apenas ser summonada quando seu mestre precisar - como todos os outros servos.

Isso não seria um problema tão grave - seria até uma ferramenta dramática, a serva do protagonista tem uma inferioridade obvia - se Shiro não fosse o mais completo imbecil retardado da história dos animes. Sério, eu já vi personagens burros em anime, eu já vi personagens que não tem noção da vida, mas eu nunca havia visto Emiya Shiro. Palavras não descrevem os engulhos estomacais que assistir esse coliforme causa, toda aquela respiração de yoga que as cenas de animezice causam acabaram se provando bastante uteis.

Shiro acredita na não-violência e participa da guerra do Cálice única e exclusivamente para que ele não caia em mãos erradas e o cara não deseje, sei lá, o fim do mundo ou a volta do Virtua Boy. Certo, é um motivo decente. O problema que Shiro quer vencer a guerra do jeito dele munido de nada senão o escudo do protagonismo.

E como é o jeito dele? Ora, fico feliz que tenha perguntado. Em primeiro lugar, Shiro não permite que sua serva Sabre lute. Por que? Ora, porque ela é uma menina e lutar é coisa para homens, não é coisa de mulher! Sem mentira que, com essas exatas palavras, esse é a motivação de Shiro.

Pare de frescura mulherzinha, seu lugar é na cozinha!
Sabre não é só uma campeã da história da humanidade, ela é uma fucking paladina com uma fucking armadura de placas que usa uma fucking espada bastarda invisivel. Ela transmite badassice em seu olhar e provavelmente teria uma cãibra se tivesse de sorrir. Ron Swanson totalmente aprovaria ela. Mas na visão machista de Shiro apenas uma coisa realmente importa: ela tem tetas, então não serve. Simples assim.

Respirei fundo de novo.

Então Shiro deixa Sabre em casa (provavelmente na cozinha fazendo sanduíches, que é o lugar dela na cabeça dele) e segue sua vida normalmente mesmo que seja avisado a cada 5 minutos que os outros mestres vão comer a bunda dele com farofa se ele fizer isso. E aí efetivamente isso acontece, outros mestres aparecem com seus CAMPEÕES LENDÁRIOS para moer a carcaça dele de porrada e sabe o que Shiro faz?

Decide sair no braço com os HERÓIS ÉPICOS empunhando um pedaço de cano. Apenas lembrando que Shiro não é um mago e nunca brigou uma única vez na vida, tudo que ele sabe sobre lutas foi ter assistido Dragon Ball Z. Mas na cabeça dele vai dar certo porque ele tem a grande vantagem de não ter uma vagina.

Nosso herói, novamente.
Alguém faça ele parar...
Eu não consigo expressar o quão ruim isso é. Tipo ser heroico é uma coisa. O Seiya desafiar um cavaleiro de ouro ou um deus é um heroico que beira a loucura, mas ao menos ele tem as ferramentas para tornar isso possível (tem cosmo, tem uma armadura, tem treinamento de cavaleiro). O Shiro é o fucking TATSUMI querendo sair no braço com os cavaleiros de ouro. E a série dá corda pra isso.

Adicionando insulto a injuria, em determinado ponto ele entende que suas habilidades de colegial virgem não são páreo para enfrentar campeões épicos. Então ele decide desenvolver seu lado mago e deixar a sua campeã fazer a parte dela, certo? CARALHO TU NÃO LEU NADA ATÉ AQUI? Claro que não, ele quer aprender a lutar e sair no braço com os champs porque uma semana de treinamento de kendo na cabeça dele já MAIS DO QUE CONTA.

Para piorar, se é que isso é possível, Shiro não aprende NADA durante o anime inteiro. Ele termina o anime a mesma anta que acha que tudo vai dar certo se "você fizer um bom esforço" do primeiro episódio. E quando você quase morre quatro vezes por cair numa armadilha OBVIA, quando pessoas morrem exclusivamente por tentarem te salvar da SUA BURRICE e você não aprende absolutamente nada com isso, comete os mesmos erros de novo na primeira chance que tem ... não dá, pra mim simplesmente não dá.

A Cavalariça passa 75% do anime nessa posição.
Because anime.
(mas as moticações e personalidades dos servos são
bem feitinhas de verdade)
Isso não é heroico, isso não é divertido, isso é apenas estúpido a um ponto que faz você se sentir mal. O único motivo pelo qual Shiro não morreu nos primeiros três episódios da série - alem do escudo do protagonismo - é porque outra maga, Rin Tohsaka, decide pegar ele pela mão e cuidar dele. E se mudar pra casa dele (sim, ela é a tsundere da história).

Ok, mas porque ela faz isso mesmo? Jamais saberemos.
O que torna tudo pior, como se fosse possível, é que Rin é uma das personagens mais bem construídas do anime. Ela é uma maga de verdade - vem de uma família tradicional de magos e se preparou a vida toda pra isso, ela sabe um punhado de magias uteis para dar suporte ao seu campeão e tem uma coleção respeitável de berloques mágicos. 

Ela é inteligente, racional e tem uma boa noção do que está acontecendo, você consegue se relacionar com ela como personagem a um nível crível - exceto quando o anime força ela a sair completamente do personagem para ser babá do Shiro por motivo NENHUM. Nenhum mesmo, o anime apenas precisa que ela faça isso para a história continuar e ela faz. Isso é o exato oposto de como se constrói um personagem, isso é narrativa ruim em seu apogeu. é uma aula, uma escola de como não se faz!

Rin (que deveria a protagonista do anime e parece que é no remake de 2015) é a paragon do problema que arruina esse anime: ela é um bom personagem, realmente legal. Mas então seus parâmetros de personagem são estuprados para se encaixar no "é um anime, comece a agir como se fosse um anime!". O próprio relacionamento de Shiro (quando ele não está sendo um babaca machista) e Sabre é assim: ele tem momentos corretos e doces, ou tristes, tem uma boa química entre eles... então alguém vai e aperta o botão [É SÓ UM ANIME] e do nada eles começam a se comportar como clichês de anime.

é tão mal feito, tão forçado e tão artificial que você realmente sente pelo que poderia ter sido se o anime não gastasse tanta energia em querer parecer um anime. E isso se aplica a quase todos os personagens do anime e a própria história em si: seria ótimo, seria fenomenal... se não tentasse socar animezice goela abaixo sem elegância nenhuma.

Rin e seu servo Archer, os únicos personagens do anime que
tem alguma noção do que estão fazendo. As vezes.
UM ANIME DE 24 EPISÓDIOS BASEADO NUM JOGO QUE TERIA HISTÓRIA PARA PELO MENOS 36 MAS ACABA  NÃO TENDO CONTEÚDO NEM PARA 13

 FATE/stay night é baseado em uma visual novel que, pelo que eu li a respeito, tem muito mais história ao ponto que consegue fazer essa ponte do slice of life otaku com a badassice épica que a trama propõe com elegância. Talvez, mas o que eu posso dizer é que o anime não tem história sequer para preencher 13 episódios, a série tem 24.

E o maior problema é que claramente não  houve sequer uma reunião para decidir o que adaptar do jogo e o que inserir por conta própria. O problema é como obra independente o anime falha por deixar de fora partes importantes da história - e da pra sentir isso muito claramente vendo o anime mesmo sem nunca ter jogado o jogo, dá pra sentir que ta faltando coisa aí.

Por exemplo, fica implícito que a guerra do cálice sagrado tem regras. Você não pode entrar escondido na casa do mago oponente e sufoca-lo com um travesseiro enquanto ele dorme... ou pode? Parece que não, mas o anime não deixa claro em nenhum momento quais são as regras e quais as consequências. Dessa forma quando alguma coisa não pode ser feita porque "é contra as regras" fica parecendo que aquilo foi inventado na hora apenas para aquela cena

E novamente, tudo no anime é feito assim, faltando pedaços. A loli de 8 anos que quer a piroca do protagonista é sequestrada porque na verdade ela é um circuito magico que vai ser pra... espera, ela é o que? Quem disse isso? Quando?

Animes são assistidos pelo plot
A Rin tem uma batalha épica contra sua amiga de infância (usando roupa de dominatrix), repleta de sentimentos e flashbacks e... e até aquele momento na série elas sequer haviam trocado mais que duas palavras. Como assim elas eram BFF do nada, assim, puff, no meio do episódio 18? Que merda foi essa?

"Que merda foi essa?" resume muito bem a série, ela parece ter sido editado por alguém que não fazia ideia do que estava fazendo. Parece que cenas importantes foram cortadas e cenas que deveriam ser cortadas ficaram comendo tempo (sério, deve ter umas 58 cenas de café da manhã de anime).

Não apenas isso, mas personagens secundários desaparecerem depois que fizeram sua função primária no anime quando não é conveniente. Desaparecem mesmo, tipo nunca mais se tocar no assunto até se precisar dela novamente. Na verdade toda a trama se baseia nisso: o Lancer aparece no começo da série, é muito importante para ela, mas então desaparece até os últimos episódios e NINGUÉM EM MOMENTO ALGUM  se pergunta que fim levou o sétimo mago e seu servo.

Imagine Jogos Vorazes. Tem toda a treta e tal, mas na hora que a Katniss tá lá para ganhar a parada surge um outro competidor a história simplesmente esqueceu dele. Cai de paraquedas do nada. O quão ruim seria isso? Assim é FATE/stay night.

Não bastasse não saber editar a história, o anime sequer sabe adaptar o material original. O servo tem toda uma questão de mana para usar suas habilidades e existir, e um dos problemas da Sabre é que seu mana é limitado. Então para recarrega-lo ela pode ou matar pessoas inocentes e sugar sua alma OU fazer uma parada lá assim tal e coisa meio que vai e coisa. Entendeu? Pois é, é assim que foi explicado no anime.

As vezes as coisas não são exatamente o que parecem.
Não nesse caso, é exatamente o que parece.
Dá pra entender claramente que no jogo original para recarregar o mana da moça o protagonista tem que mandar ver na ppk da novinha. Ok, é um eroge, nada demais. O anime segue essa mesma trilha, a questão do mana da Sabre é explorada por metade da série (até porque ela precisa para fazer o clichê da menina foda mas frágil) mas na hora H ao invés da coisa ser resolvida com sexo é resolvida com... alguma coisa... envolvendo um dragão ruim em 3D... e circuitos que fazem diferença... mas na prática não fizeram... algo assim.

Esse é o  meu ponto: quer adaptar alguma coisa, adapta. Quer manter igual ao original, mantenha. Quer tirar da adaptação, tire. Mas não faça essa salada louca de não fazer nem uma coisa nem outra, transmite apenas falta de interesse! E mais uma vez: o anime inteiro é repleto de coisas sem pé nem cabeça assim

STAY NIGHT É ONDE OS SONHOS VÃO PARA MORRER

As cenas de luta são muito boas e te lembram que grande anime FATE
poderia ter sido se quisesse ter sido um grande anime
A animação de stay night é a coisa mais fiel a visual novel: realmente parecem imagens paradas de uma novela gráfica. Felizmente o que foi poupado de orçamento na animação foi gasto animando as lutas e a trilha sonora. As lutas são boas, sangrentas na medida certa e bem embaladas. O que meio que te lembra meio sadicamente o que o anime poderia ter sido se quisesse.

Fate/Stay night could have been one of the coolest and most epic shows ever - it certainly has the setup for it. An ultimate showdown of ultimate destiny between (heavily re-imagined) legendary figures summoned into the modern world? Where can I buy tickets? 

But, a few interesting fights aside, the anime fails to live up to its potential. (The visual novel is better, since it actually reveals the whole backstory.) The anime felt listless to me, with a main character that I frequently wanted to strangle. Its main crime was simply not being epic

E eu nem vou entrar na questão do rei Arthur ser chamado de rei, o filho dele o chama de PAI e ele ser desenhado como uma mulher apenas porque... tetas. Ou a única motivação do vilão é ser mau como um pica-pau (ele diz isso com todas as letras). Isso é anime pra você.

Sabre quer o cálice para voltar a sua vida humana e concertar merdas grandes que ela fez.
Shirou não queria o cálice pra nada em particular, mas aí se apaixonou por ela e decidiu que quer o cálice para obrigar ela a ficar com ele.
Nosso herói, senhoras e senhores.



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