quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Doctor Who [9a temporada] (ou 35a se você for esse tipo de chato)

"Because it’s not a game Kate, This is a scale model of war. Every war ever fought right there in front of you. Because it's always the same. When you fire that first shot. No matter how right you feel, YOU have no idea who’s going to die. YOU don’t know who’s children are going to scream and burn. or how many hearts will be broken! How many lives shattered. How much blood splattered until everybody does what they were always going to have to do right from the very beginning: SIT. DOWN. AND. TALK."
- The Doctor, The Zygon Inversion

Se eu tivesse que recomendar uma série com base em uma única cena, certamente eu citaria o episódio oito desta temporada. Por uma dessas coisas da vida, e como a vida tem coisas, ele foi ao ar justamente na semana anterior aos atentados de Paris - e eu não preciso entrar em maiores detalhes para explicar o quanto o discurso do Doutor é relevante.

Apenas essa cena já valeria a temporada inteira. Por competência da equipe não houve sorte alguma envolvida nisso e essa cena não foi um destoante, apenas coroou uma temporada brilhante - com efeito a melhor temporada da série em 52 anos (até onde eu tenho ciência) e cá entre nós, isso quer dizer alguma coisa.

CONSERTANDO O PASSADO
A 8a temporada de Doctor Who, exibida em 2014, teve duas coisas magnificas: o melhor Doutor e o melhor Mestre de toda a série até o momento. Qualquer cena que Michele Gomez ou Peter Capaldi apareciam (e por sorte ele é meio que o protagonista da coisa toda), eles carregavam a série nas costas com facilidade.
Infelizmente a série precisou muito ser carregada, porque a qualidade dos episódios variou entre o excelente (Listen, Flatline) e o "mas que porra foi essa?" (Kill the Moon, In the Forest of the Night), de modo geral ficou a sensação que os roteiros ficaram abaixo do que o seu protagonista poderia fazer.

Felizmente parece que Moffat tinha tirado 2014 como um ano sabático para relaxar e entramos 2015 com uma carrada de episódios que não ficaram devendo nada ao melhor Doutor ever.

OH CLARA, MY CLARA, I DON'T THINK YOU WILL!
A primeira coisa que Steven Moffat fez foi tomar vergonha na cara e remediar um problema que já vinha se arrastando com a série desde a 5a temporada: faltava uma companion interessante. Amy Pond tinha como único mérito na vida ser bonita (e em função disso ninguém nunca havia lhe dito "não" o suficiente, essa era a tônica da personagem), se bem que ela trazia o Rory a contrapeso e eu podia viver com isso porque ele era legal pacas.

Então Clara Oswald foi introduzida como companion na 8a temporada com a infelicidade de um descarrilhamento de trens carregados de Nutella. Oh TARDIS, quantas escolhas ruins para uma única personagem - ao ponto que no começo da 8a temporada a menos que você fosse uma menininha que assiste Supernatural e escreve fanfics, não poderia se importar menos caso ela entrasse em combustão espontânea levando cabeçadas em um ninho de Zarbis.

Esse é o sorriso do Basil. Por favor nunca mais faça isso.
A 8a temporada não foi tão ruim com ela, mas também não lhe fez nenhum favor. Tanto que ao final da 8a temporada você não conseguiria descreve-la em alguma característica marcante. E para um personagem que já estava a mais de uma temporada e meia no ar, isso é a pior coisa que poderia acontecer.

Foi quando tio Moffat resolveu arregaçar as mangas e consertar a menina. Ok, agora Clara tem uma personalidade. Mais do que isso: ela tem uma personalidade legal na 9a temporada. Em termos técnicos narrativos, isso se chama encontrar a "voz" da personagem.

Ela agora parece, em todos os aspectos, realmente a melhor amiga do Doutor em todos os sentidos. Ela faz o meio de campo com as pessoas quando o Doutor é apenas "excêntrico" demais, é melhor do que aquela amiga que diz "liga não gente, ele é assim mesmo" e sim a que te diz "Não, meu querido, assim você está magoando os sentimentos das pessoas, talvez você queira fazer de outra forma".

Se você é estranho e tem alguém que goste de você o suficiente para te explicar esse tipo de coisa porque te entende de verdade, agarre essa pessoa e nunca mais a deixe ir. 









Mas mais do que melhor amiga e RP do Doutor, Clara agora tem uma personalidade própria. Ela é a garota que quis ser o Doutor: deixar completamente a vida mundana para trás e viver de fugir de Daleks para fugir de Sensorites para fugir de Zygons, para fugir do Silêncio... tem um bocado de correria nessa vida, não?

Seja como for, Moffat usou o modorrento arco dela na 8a temporada com o Daniel Rosa para algo positivo: certo, agora ela não tem mais nada que a prenda na Terra, então vamos nos divertir porque temos todo o tempo e espaço de aventuras pela frente! Uhul!

Ao contrário da Amy que parecia ter um cactus enfiado na bunda, a Clara realmente parece estar se divertindo nessa temporada porque adivinha só: aprontar altas curtições na TARDIS é divertido pra caralho!

Pronto, taí uma atitude que eu posso respeitar. E eu totalmente posso respeitar alguém que coloca a cabeça pra fora da TARDIS voando pra servir de periscópio. Agora estamos falando, Clarinha! 

(claro que ele tinha que fazer isso na ultima temporada da Jenna Coleman, só pra eu sentir falta dela - o que eu jamais achei que diria. Damn you, Moffat!)

Originalmente esse seria o lema dos Stark, mas não
coube no brasão
RUN, YOU CLEVER BOY. AND BE DOCTOR!

Resolvidas as pendengas da companion, era hora de dar alguma atenção. O roteiro finalmente colocou a mão no ombro do Capaldi e disse "ok, não precisa mais resolver tudo sozinho, eu estou aqui para te ajudar".

Peter Capaldi foi apresentado como 12o Doutor (que na verdade é o 13o) com dois temas de personagem diferentes. O primeiro era "Eu sou um homem bom?" (o que é uma pergunta muito valida, depois que você acabou de ser uma das pessoas mais bondosas de todo o tempo e espaço que era o 11o Doutor), e foi resolvido na temporada passada.

Não, ele não é bom. Nem mau. Nem tem que ser ou de definir como porra nenhuma, ele é apenas o Doutor. Um idiota que roubou uma caixa azul, está de passagem e ajuda quando pode. Foi brilhante, resolveu a questão.

A outra questão do personagem é um tanto mais complexa: "Eu tenho mais de 2000 anos e cometi um monte de erros. Está na hora de fazer alguma coisa a respeito disso." e este foi o tema abordado nessa temporada.

O Doutor já tem idade o bastante para ser o nosso messias, como ele mesmo disse, e isso quer dizer que você tem alguma várias coisas guardadas no porão. Ele falhou em proteger diversas pessoas, fez escolhas muito equivocadas (né, Susan?) e lutou por mais tempo do que ele consegue lembrar na maior e mais sangrenta guerra de todo O tempo ao ponto que ele sequer aceita ser chamado de Doutor para esse período.

Mas isso não quer dizer que ele pretende pegar a TARDIS e ir em um por um desses momentos e os concertar, não é isso que ele quis dizer. Ele quis dizer que ele iria acertar as coisas consigo mesmo, como o Rocky disse, resolver as "coisas no porão" com ele mesmo. Essa temporada foi sobre isso, na verdade.

Isso é transmitido não só na essência nos episódios mas na própria composição visual do Doutor: ele deixa sua chave-de-fenda sônica de lado, deixa os casacos de veludo "doutorescos" de lado e parece "de férias" até que ele possa se enxergar novamente como Doutor. 

Baterias de plutônio não inclusas.
é um processo de catarse longo porém gratificante, e ao final da temporada é uma vitória completa quando ele finalmente sente que resolveu as "suas coisas". Ele está de boas com Gallifrey, está de boas com o destino da Clara, está de boas consigo mesmo, pode pegar sua chave-de-fenda sônica de voltar e salvar pessoas.

O Doutor está de volta, e é um péssimo dia para escolher ser um dos monstros.

NUNCA CRUEL OU COVARDE. NUNCA CEDA. NUNCA DESISTA.

Com o conhecimento de mais de dois mil anos de idade e a nata da ciência timelord, não existe nada no universo que o Doutor não possa fazer. Os primeiros episódios da temporada deixam bem claro o quanto ele é poderoso: você é um viking de 2m de altura por 2m de largura? Ele tem um tanque.

Você é um Dalek? Ele não liga, ele consegue uma xícara de chá no meio da sua sala de estar (alias você tem uma sala de estar agora) no coração de Skaro. Como? Ele é o Doutor, ele faz o que ele quiser.

O ponto aqui é que a série acertou a mão magnificamente em algo que sempre foi um ponto muito sensível: a relação do Doutor com o poder. Desde o recomeço em 2005 essa relação sempre foi meio complicada, porque ou ele abusava disso e se demonstrava um babaca arrogante (graças a brilhante atuação do David Tennant) ou ele ignorava isso completamente com o 11o (embora brilhasse nas raras ocasiões que precisava lembrar ao universo que o Doutor não era uma das suas negas).

Nessa temporada o Doutor, que como explicado está colocando a casa em ordem dentro de si mesmo, flerta abertamente com o babaquismo inclusive citando algumas frases clássicas do 10o Doutor como "Eu posso fazer tudo!".

Na verdade esse era o plano da Missy o tempo todo quando colocou a Clara no caminho do Doutor: que ele se apegasse a ela e então colocasse fogo em todo o universo por causa dela. Quase deu certo.

Mas quando o Doutor já estava quase colocando seus all-star de volta e seu óculos 3D, ele escolheu diferente. Ele escolheu ser um herói e entender que embora ele realmente possa colocar fogo em todo universo para atender seus caprichos, ele não deve. é errado.

Depois do quebra-cabeça de quatro bilhões e meio de anos dos Timelords, o Doutor nunca esteve tão perto de surtar de vez quanto agora.

Em seu melhor, o Doutor lembra as melhores histórias do Superman. O Super-Homem é aquele cara que poderia dominar o mundo se ele estivesse afim, ou destruí-lo. Ele poderia ser um deus e ter cada menor capricho seu atendido.

Só que ao invés disso ele escolhe o caminho difícil. Ele escolhe fazer a coisa certa do jeito certo não porque é gratificante, não porque é fácil nem porque ele vai ganhar algo com isso, mas sim porque é o certo. Eu nunca vou entender as pessoas que preferem o Batman (até entendo, mas não respeito).

O Doutor teve vários momentos de Superman nessa temporada. E com todo respeito, senhor presidente, caia fora do planeta.

TIMEY WIMEY WIBBLY WOBBLY STUFF

Para uma série que é sobre viagens no tempo e espaço, Doctor Who surpreendentemente faz pouco uso mais pesado do tema. Não a toa que "Blink" é um dos episódios favoritos da série porque reúne um excelente monstro com um episódio repleto de idas e vindas no tempo.

Bem, essa temporada teve alguns episódios tão carregados de paradoxos e wibbly wobly stuff que a melhor reação que se poderia ter ao terminar de assistir o episódio era "Espera... o que?".

Em um mundo em que Interestelar é considerado um filme "complicado", tem que se admirar a coragem da série em fazer mais do que o feijão com arroz básico. Doctor Who nunca foi tanto uma série sobre viagem no tempo quanto essa temporada, e dizer isso para uma série que é sobre, bem, viagens no tempo, isso é alguma coisa.

REFERENCIAS PARA CAPITÃO AMÉRICA NENHUM BOTAR DEFEITO

Chegando a marca de seu 52o aniversário, Doctor Who tem toneladas de material para fazer referencias. E nessa temporada tivemos referencias a rodo para divertir todos saudosistas tanto da série clássica quanto da antiga.

Tivemos desde citações diretas de frases icônicas até detalhezinhos importantes, sejam as quatro batidas na porta, ou a lanchonete de "Impossible Astronaut" e até um rolezinho na TARDIS clássica - aquela branca de 1963.

Mas o bacana é que as referencias não foram apenas cosméticas e sim ferramentas importantes para a narrativa da série como a perda de memória da Donna ou o Doutor ser o presidente do mundo. Isso foi muito bem integrado, e olha que eu não assisti toda a série clássica para pegar todas as referencias.



As participações especiais também foram um forte dessa temporada. Maisie Williams está ótima e aparece em quase metade da temporada, mas também a participação de Corey Taylor (vocalista do Slipknot) dublado o Rei-Pescador foi ótima

Talvez mais impressionante que isso é que nunca tivemos tantas informações sobre Gallifrey e os Timelords na série nova como dessa vez. Eu entendo que muita gente achou pouco e se sentiu frustrada, mas para os padrões da série foi praticamente pornográfico o quanto aprendemos nesta temporada.

Soubemos, por exemplo, que o Doutor foi criado em um orfanato ou que os habitantes de Gallifrey na verdade são gente bem simples e de boa, os nobres Timelords é que são cuzões babacas - mas hey, nobres são cuzões babacas em qualquer lugar mesmo.

Adicionalmente, o Doutor provavelmente foi expulso da Academia de Gallifrey com menos regenerações do que a maioria dos timelords consegue entrar (um high five para quem entender a referencia)

Eu entendo a sensação
KIDNEYS, I'VE GOT NEW KIDNEYS! I DON'T LIKE THE COLOR!

Como eu disse, Peter Capaldi levou a 8a temporada na cara e na coragem porque ele é apenas o melhor ator a já ter interpretado o bom e velho Basil (embora eu faça questão de assistir duas vezes tudo que o João Ferido faz). Agora imagine o estrago do homem com sobrancelhas de ataque com uma sequencia de episódios redondinhos faria.

Não imagine mais, porque temos essa temporada inteira para nos deleitar. Como não podia ser diferente, temos o novo melhor episódio da série: Heaven Sent em que ele apenas monologa sozinho o episódio inteiro, ocasionalmente correndo de lá pra cá e de cá pra lá.

Com qualquer ator ligeiramente menos dotado, teria sido uma receita para o desastre. Nas mãos (e sobrancelhas) de Peter Capaldi, é o melhor episódio de 50 anos do seriado. Claro que um roteiro tão bem escrito quanto "Blink" e com monólogos tão bons quanto os do Matt Smith ajudam. é tocante, é inteligente, é wtf, é arte em sua verdadeira forma

Só que mesmo fora do espetaculo que foi Heaven Sent, o Doutor garante o show a temporada inteira - culminando com o discurso em Zygon Inversion que abre esse texto, que é uma das grandes cenas da história da televisão.

Parece familiar a alguma coisa que acontece
no mundo real atualmente?
Nessa temporada Peter Capaldi consegue juntar com coerência e elegância toda a personalidade de alguém que poderia ser um deus se desejasse - e sua atitude de "foda-se" vem muito daí - com as cicatrizes de quem já viveu quatro bilhões e meio de anos, somada a atitude do maluco e arrogante que um dia roubou uma TARDIS para ver o universo com a sua neta. Como ele faz tudo isso funcionar com tanta diversão e profundidade ao mesmo tempo é algo que está além de mim.

Fica mais impressionante ainda quando você assiste o mesmo Peter Capaldi em Torchwood e não consegue identificar o Doutor nele. Só posso dizer que depois dessa temporada eu assistiria um especial de uma hora só com ele fazendo a lista de compras do mercado, sem duvida.

MARK GATISS NO MORE

Todos os episódios da série foram feitos em duas partes e esse foi um dos segredos do sucesso da temporada. Com efeito, com mais tempo para desenvolver as histórias temos personagens secundários fortes e aventuras mais complexas.

Só que ao invés de simplesmente fazer um "parte 1 e parte 2" como seria esperado, a série chuta o balde e cada parte normalmente é de uma temática completamente diferente da outra - e esse foi o grande pulo do gato aqui.

Under the Lake é um episódio de "encurralados em corredores" (um modelo clássico em Doctor Who), sua continuação "Before the Flood" é puro Timey wimey stuff. Isso não só sempre deixa o espectador afiado, como adiciona um dinamismo e inteligencia a série poucas vezes vista.

A única exceção é "Sleep no more", o único "episódio solo" da temporada. "Sleep No More" infelizmente não é uma referencia ao War Doctor, como eu esperava, mas ainda sim tem ótimas ideias e uma proposta narrativa muito diferente.

Realmente diferente, ao ponto que o episódio sequer tem a tradicional abertura da série, os vilões vencem no final e é todo filmado como um elo perdido entre "Atividade Paranormal" e a "Bruxa de Blair". Pois é. Enquanto eu não sou contra experiencias e tentativas, ainda mais em uma série que não precisa jogar pelas regras como Doctor Who, não, apenas não.

O episódio reune tudo que foi feito de errado na temporada passada - muita correria e pouco tempo para o Doutor, bem, ser o Doutor - com uma execução confusa e ruim. Adicionalmente, mesmo para os padrões de Doctor Who monstros de remela são ir longe demais. Sim, eu entendi o que tentou ser feito e gostei da ideia, mas a execução foi, argh...

CAI FORA DO MEU PLANETA

Tendo o Doutor resolvido a maior parte dos seus conflitos e estando de boa na lagoa para aprontar altas confusões no tempo e espaço, a temporada ainda deixou alguns ganchos interessantes para a próxima.

O mais importante, claro, será quem será a nova(o) acompanhante do Doutor em suas jornadas no tempo e espaço. Em um mundo ideal repleto de poneis e marshmellows, eu adoraria que fosse a Aubrey Plaza porque April Ludgate é amor e seria a melhor companion vibrante e colorida para o Capaldi.

Enquanto isso é altamente improvável (infelizmente), Steven Moffat já anunciou que não seria o fim do mundo se o companion fosse um rapazinho. Como a série tem  um  histórico muito positivo de caras andando a bordo da TARDIS (Capitão Jack, Rory Williams e Wilfred), realmente não seria o fim do mundo.

Outro ponto a ser abordado é que a cena inicial do Capaldi na série, no excelente especial de 50 anos, ainda não foi utilizada o que quer dizer que ele vai voltar mais uma vez a Gallifrey com suas sobrancelhas em modo de ataque no momento que o planeta é congelado no tempo.



Considerando que o glorioso Rassilon (lindo nome, alias) foi corrido de Gallifrey pelo Doutor, podemos esperar mais tretas relacionadas a terra natal dos aliens de dois corações mais famosos da televisão. Também a Missy está por aí com seu séquito de Daleks, então ameaças não faltam.

Embora não faça ideia de sobre o que pode ser a série em si, é muito provavel que seja a ultima temporada do mitopaldi como Doutor (o que é absurdo, ele deveria ser Doutor vitalicio) então teremos nossa dose de feelz quer você queira ou não.

Também é muito provável que tenhamos um episódio dirigido por Peter Jackson (ou seja, deve ter 8 horas, 15 na versão estendida de DVD e dividido desnecessariamente em 9 partes).

Somando a isso o grande padrão de qualidade levantado por essa temporada, que pode-se dizer que foi a melhor temporada da série até então, grandes coisas podem ser esperadas. Enquanto a grossa maioria das séries passa da quinta temporada fazendo água e implorando para ser posta para descansar (não acha que eu não te vi aí, Supernatural!), apenas Doctor Who consegue chegar terminar a 9a temporada melhor do que nunca e cheia de gás para mais um ano de reversões de polaridade!


Nenhum comentário:

Postar um comentário